Bastidores da primeira resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo do John Green! - #AniversárioBibliográfico



Boa tarde leitores!


 Para o post de hoje, trouxe uma proposta um um pouco diferente. A primeira resenha publicada aqui no EB, foi do livro "Tartarugas Até Lá Embaixo" do John Green.


 Por isso, achei que seria uma boa ideia trazê-lo novamente, mas não como uma resenha (já que a original você pode conferir aqui), e sim como uma retrospectiva! Onde vou contar minhas impressões sobre o livro dois anos depois, os bastidores da postagem e outras curiosidades que talvez vocês não saibam. Vem conferir!



Storie que postei no meu Instagram pessoal em Abril de 2019 haha.

 Em 2019 (num mundo sem pandemia), eu frequentava a biblioteca toda semana e passava meus dias mergulhada em diferentes leituras. Eu já tinha ouvido falar no livro, mas tinha certo receio (e até preconceito mesmo) com o autor. Depois de ter tentando ler "Quem é você, Alasca?" e odiado, não imaginava que o John Green conseguiria me conquistar com alguma história.

 

 E os quatro exemplares de "Tartarugas Até Lá Embaixo" na biblioteca também não me animavam muito, afinal, se estavam ali é porque as pessoas leram e não gostaram. Mesmo assim, num dia qualquer eu resolvi pegar um desses exemplares e trazer para casa. E foi a melhor decisão que eu pude tomar!


 Não tive a oportunidade de reler a história (inclusive eu quero e muito!), mas lembro muito bem do tema principal: a história de Aza Holmes e sua amiga Daisy, que são duas adolescentes estudantes do Ensino Médio, moradoras da pequena Indianópolis. Até que um dia, o bilionário CEO de uma construtora da cidade desaparece, a recompensa de 100 mil dólares atrai a atenção das meninas, que resolvem procurá-lo.


 Aza tem TOC (sigla para Transtorno Obsessivo Compulsivo), e por meio de sua narração e protagonismo passamos a ver o mundo por seus olhos. Aliás, esse é o verdadeiro foco da narrativa e o sumiço do bilionário fica em segundo plano.

 Tenho para mim que esse é o tipo de livro que não envelhece, e que com o passar do tempo vamos mudando nossa percepção sobre os personagens. Na época que eu li, a história da Aza me marcou demais. Mas hoje, eu percebo como foi importante também a construção dos personagens secundários. É difícil conviver com alguém que possui algum tipo de transtorno, e isso ainda é pouco falado não só nos livros, mas na vida real também. É preciso paciência, amor e cuidado nessas relações.

 E o John Green conseguiu passar isso durante a leitura.  A narrativa foi muito bem construída e nada romantizada, o que pra mim é um dos pontos mais importantes. Mas mesmo o livro sendo focado na questão do TOC, não é uma leitura pesada sabe? É mais uma leitura conscientizadora. 


 Após terminar esse livro, passei meia hora chorando copiosamente. Mas não porque aconteceu uma tragédia ou foi um final triste. Mas porque as lições que a leitura me trouxeram realmente me marcaram, e era tudo que eu precisava ouvir (ou ler) naquela época. E tenho certeza que se fosse ler hoje, acabaria encontrando outras lições e refletiria sobre a leitura de uma forma diferente.


Uma imagem diz mais que mil palavras, né? Postei esse storie no mesmo dia da outra foto, com diferença de horas haha. Eu virei a noite lendo!


"Eu, pronome pessoal no singular, continuaria seguindo em frente, mesmo que sempre numa oração condicional"


 

3 comentários:

  1. Oi, Laura. Como vai? Que bom que esta obra teve importância positiva em sua vida. Particularmente os livros deste autor não me agradsm, embora Tartarugas Até Lá Embaixo não seje um livro ruim. Li este livro faz um tempinho já, e não achei nada de especial na obra,muito embora muito bem escrita por seu criador. Abraço!



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  3. Olá...
    Amei o post!
    Já li alguns livros do Green, mas esse ainda não tive oportunidade de ler... Pelas suas impressões parece ser um ótimo livro e fico feliz que a obra te traga tantas lembranças especiais.
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com

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