Resenha: Quem Sabe Um Dia - Lauren Graham


Título do livro:  Quem Sabe Um Dia

Autor(a): Lauren Graham 

Editora: Record

Número de páginas: 508 

Está disponível no Kindle Unlimited? Sim!

Sinopse: Quando se mudou para Nova York, Franny Banks deu a si mesma três anos para conseguir se estabelecer como atriz. E agora, em janeiro de 1995, faltando apenas seis meses para o fim do prazo, ela não conseguiu grandes avanços. Todas as suas fichas estão depositadas na Apresentação, uma mostra dos alunos do curso de teatro do qual faz parte com diversos agentes presentes. Assim, resta a Franny lutar contra a conta bancária, o cabelo indomável, o tempo e a própria sorte para conseguir aquilo que acredita ser seu por direito.



Resenha: Franny é uma jovem mulher que se mudou para Nova York em busca do seu grande sonho: se tornar uma atriz consagrada e respeitada! Mas no show business as coisas não são tão fáceis quanto parece, e ela estabeleceu um prazo de 3 anos para conquistá-lo. Após esse período, ela desistiria e viveria uma "vida normal", como as outras pessoas.


 O ano é 1995 e há poucos meses do prazo expirar, Franny se vê num looping infinito, onde os poucos papéis que conseguiu foram como figurantes sem falas e em comerciais de sabão em pó. Determinada, ela vai fazer de tudo para conseguir alcançar o sucesso, ainda que no caminho encontre alguns obstáculos.


"[...] Devo trabalhar mais para alcançar meu objetivo de não buscar a aprovação daqueles cuja aprovação nem sei se é importante para mim."


 Apesar de Lauren Graham insistir que esse não é um livro autobiográfico, eu como fã da atriz custei a acreditar. As semelhanças entre a eterna Lorelai Gilmore e a Franny são muitas! Se a história não é 100% verídica, boa parte da narrativa teve inspiração em sua própria vida, isso eu garanto.


 Narrado pela própria Franny, o livro se passa em 1995 e foi muito divertido ver como era o mundo nesse período (já que eu nasci em 2001 e não sei muitas coisas sobre os anos 90). A escolha de Nova York como pano de fundo foi acertada, e a descrição de cada cenário me fez me sentir como uma verdadeira nova iorquina.


"É só uma superstição, mas olhar para o rio, os barcos, a placa na saída do Brooklyn que diz "torre de vigia" em grandes letras vermelhas, é um ritual que me lembra que sou pequena, uma entre milhares, não, uma entre milhões de pessoas que olharam para esse rio antes de mim, num barco ou num carro ou numa janela no trem D, que veio para Nova York com um sonho, que o conquistou ou não, mas ainda assim, fez o mesmo esforço que estou fazendo agora. Isso mantém as coisas em perspectiva e, estranhamente, me dá esperança."


 Outro ponto interessante, foi ver como o mundo da atuação funciona e é bem mais complicado do que parece! Se um simples comercial de sabão dá tanto trabalho, imagino como não são as gravações dos longa-metragens famosos! Nem só de glamour vivem os artistas, e isso a própria Franny confirma ao compartilhar com o leitor sua agenda nem tão lotada assim, mas repleta de avisos para pagar o aluguel e bilhetes bobos, que trazem uma característica mais íntima e realista para a personagem.


 Mas essa "realidade" extrapola um pouco, já que a protagonista consegue ser extremamente chatinha em boa parte da narrativa. Além de ser extremamente insegura e indecisa, fiquei indignada com algumas de suas decisões. Ao mesmo tempo que ela tinha o sonho de ser uma grande atriz, muitas vezes parecia ela não fazia nada para alcançá-lo e só ficava reclamando e reclamando.


"Este mundo parece ter regras diferentes do outro no qual estive vivendo a vida inteira. Será que um dia vou aprendê-las?"


 Para minha felicidade, o que falta de carisma na Franny sobra para os demais personagens. Destaque para seus amigos que dividem o apartamento com ela, Jane e Dan, e para sua atriz rival que no final da narrativa me surpreendeu: Penelope! Claro que temos um romance aqui, que consegue ser bem fofo, mas que não teve o destaque que merecia.


 Sobre o desfecho: fiquei um pouco decepcionada. Não foi tão redondinho quanto eu esperava, deixando espaço para que o leitor reflita e se pergunte o que acontece depois. E não há esperanças de uma continuação, já que o livro foi lançado em 2014 e a autora nunca comentou sobre isso.


"Mudar para Nova York foi uma decisão, mas querer ser atriz foi algo que me foi dado. Sinto que a profissão me escolheu."


 Em resumo, "Quem Sabe Um Dia" é um livro sobre sonhos, sobre amadurecimento e sobre acreditar em si mesma quando as circunstâncias não colaboram. O romance de estreia de Lauren Graham encanta e diverte em alguns momentos, mas acaba passando da medida ao apresentar uma protagonista chata e situações que não convencem muito. Para quem sonha conhecer Nova York e procura uma leitura despretensiosa, fica aqui minha indicação!






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6 Comentários

  1. Oi Lau, tudo bem?
    Adorei a sinceridade da resenha. Mas, pelo fato da protagonista ser meio chatinha e o final ser aberto, acho que não leria - ainda que adore a Lorelai Gilmore e tenha ficado curiosa com as semelhanças. ♥
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  2. Oi, Laura! Tudo bem? Que bom que a leitura tenha lhe agradado no geral, muito embora a protagonista seja chata. Abraço!



    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  3. Olá,
    Eu fiquei com vontade de ler só por ser da Lauren.
    E acho que o livro ter um toque pessoal dela mesmo, os autores sempre colocam... pq ela não ia colocar? hahaha mas é bom ficar tentando adivinhar se foi real ou não.
    E curto essas histórias que a personagem lida com fama e tals.

    p.s.: obrigada pelo comentário na postagem diário
    eu penso nisso as vezes, de não ter se acostumado com a modernização hahaha e, olha, se você não conseguir as parceria não esquente a cabeça, tá?

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  4. Ah! Eu também tive a mesma sensação quando li: acho que tem muita coisa que aconteceu na vida da nossa eterna Lorelai sim hahaha! ♥ E assim mesmo concordando em alguns pontos (ela reclama bastante mesmo), eu até que gostei da protagonista. E lembro do pai também! Foi um livro que eu adorei e acho que o fato de ter sido escrito pela Lauren, ajudou muito! Mas entendo os pontos que destacou. Ah! Já leu o outro dela "Falando o mais rápido que posso". É bem legal! :)

    Beijos, Carol
    www.pequenajornalista.com

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  5. Oie Laura!!!


    Acho que alguns pontos me fariam ler sim: Nova York, eu sou de 1995 mas era muito pequenininha pra lembrar algo antes de 2000 (eu lembro das festinhas na escola KKKKKKKKKKK memoria seletiva, né)
    que pena que falta carisma na protagonista, MAS compensa nos outros ufa rsrsrsrs

    Beijos!
    Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

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