Resenha: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Título do livro: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Autor(a): Sophie Kinsella

Número de páginas: 425

Está disponível no Kindle Unlimited? Não!

Sinopse: Rebecca Bloom é uma garota londrina com um péssimo hábito. É uma consumidora compulsiva. Apesar de ser jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as próprias finanças. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um livro muito divertido que faz um retrato de quase todas as mulheres que conhecemos.

“Por que escrevi Os delírios de consumo de Becky Bloom? Porque logo que a personagem, uma extraordinária consumidora compulsiva, surgiu em minha mente, gostei tanto dela que precisei escrever. Tinha de criar situações para ela, dividi-la com as outras pessoas. (...) 

Há alguns detalhes em relação a Becky que a fazem diferente do consumidor médio. O primeiro é que ela está absurdamente endividada. Tem uma relação de amor e ódio com o gerente do banco e faz o possível para não se encontrar com ele, inventando desculpas cada vez mais esfarrapadas. O segundo é que, apesar da bagunça que faz com o próprio dinheiro, ela ganha a vida com o salário de jornalista especializada em mercado financeiro. Ou, como ela mesma diz: ‘é paga para dizer às outras pessoas o que fazer com o dinheiro.’


CUPOM DE DESCONTO



Resenha: Becky Bloom é uma jornalista inglesa que escreve sobre finanças, mas que aparentemente, não entende nada sobre elas. Não só pelo fato de não ter sido a carreira que sempre sonhou, mas sim, pelo que suas contas e dívidas atrasadas dizem, além das ligações e cartas insistentes que recebe do banco.


 Qualquer outra pessoa se desesperaria nessa situação e tentaria ao máximo resolvê-la, mas Becky não é assim. Ela prefere guardar suas correspondências nas gavetas, jogá-las embaixo da cama (e no lixo) e gastar seu tempo fazendo compras. A jornalista é viciada em comprar, e faz isso compulsivamente! Não pode passar em frente a uma vitrine de roupas, que seus olhos brilham e seu coração bate num ritmo mais forte.


"Tudo bem. Não entre em pânico. É só uma conta do VISA. Só um pedaço de papel; alguns números. Quero dizer, que poder têm uns poucos números para nos amedrontar?"


 Mas a vida adulta não é tão fácil quanto parece e Becky terá que aprender a se controlar, conciliar seus problemas financeiros com a carreira e o que espera para seu futuro profissional; além das confusões amorosas que eventualmente acaba se metendo.


 Não tem como falar em "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" sem compará-lo ao filme. Acredito que, se você não assistiu, provavelmente já ouviu falar na adaptação de 2009 que traz como estrelas principais a atriz Isla Fischer e o ator Hugh Dancy. E imagine minha surpresa, ao ver que o filme tem pouquíssimas semelhanças com o livro! São praticamente duas histórias diferentes, e pela primeira vez não achei isso algo ruim.


"Não há dúvida. Tenho de ter esta echarpe. Preciso tê-la. Ela faz meus olhos parecerem maiores, faz meu corte de cabelo parecer mais caro, me faz parecer uma pessoa diferente. Poderei usá-la com tudo. As pessoas vão se referir a mim como a Garota da Echarpe Denny and George."


 A começar pelo local onde a história se passa: Inglaterra, nos anos 2000. A Becky é nossa narradora, e achei incrível como ela quebra a 4º parede em vários momentos e conversa diretamente com o leitor, narrando suas aventuras no mundo das compras e trapalhadas com o mercado financeiro. E por falar em trapalhadas, quase morri de vergonha alheia com as coisas que a Becky fez e falou durante a leitura! Além de ter me divertido muito também. 


 Hoje em dia, a abordagem utilizada sobre a Oniomania (compulsão por compras) pode ser considerada um pouco problemática. Por ser um chick-lit (uma leitura mais leve, engraçada), o problema não foi apontado com algo grave e nem teve uma solução nesse 1º livro. Entretanto, é importante ter em mente que a história foi escrita há quase 20 anos atrás, e a sociedade era bem diferente. Se tivesse sido lançado nos dias atuais, tenho certeza de que a questão teria sido abordada de outra forma, porque dá para escrever um livro leve e apresentar temas importantes ao mesmo tempo. Mas tenho esperança que os próximos volumes tratem melhor do assunto.


 E por falar nos volumes, por ser uma série bem grande acho que dava para ter economizado um pouquinho as páginas nesse 1º livro haha. Ficaram muitas pontas soltas, mas não me incomodei, porque as 425 páginas passaram muito rápido e eu até li devagar para que não acabasse logo.


"Frugalidade. Simplicidade. Esses são os meus novos lemas. Uma nova vida, sem confusão e desordem, meio zen, em que eu não gaste nada. Não gastar nada. Quero dizer, quando se pensa nisso, quanto dinheiro desperdiçamos por dia? Não é para menos que estou com algumas dívidas. E, realmente, não é culpa minha. Eu só estava sucumbindo à droga ocidental do materialismo - e é preciso ter a força de um elefante para resistir. Pelo menos é o que diz meu livro novo."


 Gostei muito de todos os personagens secundários (principalmente da Suze!), que fizeram toda a diferença para a história. Só achei que o romance com Luke Brandon (que foi quase um enemies to lovers) poderia ter sido construído de outra forma. Senti falta de mais momentos dos dois juntos (o que no filme temos bastante), mas é inegável que eles juntos tem muita química e é impossível não torcer por esse casal! Espero ver mais deles no 2º livro. 


 Temos também plot bem interessante sobre um escândalo financeiro, que deu uma guinada boa do meio da história para o final e que achei que ajudou a Becky a evoluir bastante: se tornou mais segura, confiante... só não ajudou a resolver seus problemas financeiros (por enquanto) haha.


"Bom, vou mostrar a ela, penso com raiva. Vou mostrar a todos eles, incluindo Luke Brandon. Vou mostrar-lhes que eu, Rebeca Bloom, não sou uma piada."


 Em resumo, "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" foi uma leitura divertida e envolvente, mas que não foi perfeita. Fica a esperança de que os próximos volumes tragam a solução para os problemas abordados, e que Becky possa evoluir mais, não só como jornalista, mas também como consumidora. É uma história diferente e paralela ao filme, mas que valeu a pena conhecer e que deixou com gostinho de quero mais.



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3 Comentários

  1. Olá, Laura, tudo bem?
    Eu vi no IG que você estava lendo esse livro e precisei vir aqui ler a resenha e dar minha opinião. Eu li o 7 livro da série e infelizmente a Becky não evolui nada, o problema dela só piora ao ponto dela virar uma mentirosa compulsiva, brigar com todo mundo da família e não conseguir enxergar que é uma viciada que precisa de ajuda. Eu não consegui mais achar graça na história. Como você falou esse primeiro livro foi escrito muito tempo atrás, mas o 9 livro não é tão antigo assim e a autora continua insistindo na mesma formula do primeiro livro.

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  2. Oiee Laura, tudo bem?
    Confesso que ainda não li este livro e nem mesmo vi ao filme mesmo sabendo que é um já bem antigo. Você com sua resenha me fez querer lê-lo e só fico tristes porque a Sophie escreveu bastante, mas não concluiu alguns pensamentos. Enfim, vou anotar aqui para não esquecer de procurar este livro.
    Beijinhos, Tham
    4 You Books Mania

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  3. Sempre tive MUITA vontade de ler esse livro, mas por algum motivo esqueço que ele existe hahaha. Por via das duvidas, já adicionei na minha lista de desejos na amazon.
    Beijinhos

    www.lendocomrenata.com

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